Os alemães adoram colocar a mão na massa | Das große Werkelfieber der Deutschen

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Uma das grandes paixões dos alemães é praticar a bricolagem. Você sabe o que é isso? A palavra vem do francês (bricolage), e descreve a prática de pequenos trabalhos (geralmente reparações) sem a ajuda de profissionais especializados. O conceito surgiu nos Estados Unidos, recebendo o nome de Do it yourself (“Faça você mesmo”).

Essa prática chegou até a Alemanha e conquistou rapidamente seu espaço por aqui depois da Segunda Guerra Mundial, devido ao grande encarecimento da mão de obra. Surgiu aí a necessidade de pessoas comuns “meterem a mão na massa” elas mesmas… Os alemães são verdadeiros bricoleiros, como são chamados os amantes do movimento faça você mesmo. E para comprar todos os materiais necessários, os alemães vão a um BAUMARKT (artigo: der; Plural: die Baumärkte), as grandes lojas de materiais de construção:

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Em nenhum outro país há tantas delas como na Alemanha: A primeira, Bauhaus,  foi inaugurada no ano de 1960 na cidade de Mannheim (localizada a aproximadamente 20 km de Heidelberg). Outra loja bastante conhecida é a Hornbach que, aliás foi pioneira na combinação de materiais de construção com produtos para jardinagem em seu sortimento. Além dessas duas, pode-se citar também as lojas Obi e Toom, como as mais populares.

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Mas, afinal, por que os alemães gostam tanto de ir a um Baumarkt??? Se você, como eu, é casada com um alemão, você com certeza já passou (ou teve de passar… rsrs) horas e mais horas caminhando pelos inúmeros corredores de uma dessas lojas… Os alemães são grandes fãs delas pelo fato de poderem escontrar TUDO junto numa loja só: ferramentas, parafusos, tintas, papel de parede… A lista é comprida! A loja Bauhaus, por exemplo, tem entre 60.000 e 80.000 artigos diferentes em seu sortimento! Além disso, todas essas lojas têm grandes estacionamentos, o que é um dos pontos elogiados pelos clientes…

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Faz parte da cultura dos alemães trabalhar com capricho e não delegar trabalhos manuais. Li outro dia que aproximadamente 70% dos homens alemães dispensam a ajuda de profissionais especializados na hora de cuidar de trabalhos pendentes em casa… Muitos adeptos do movimento faça você mesmo contam da satisfação que têm ao bricolar, que está também ligada ao orgulho de poder dizer “Eu mesmo fiz”… Mas há também quem diga que muitos o fazem por serem pães-duros e não quererem investir em mão de obra especializada… Será?!

Não posso deixar de citar uma das grandes críticas às lojas de materiais de construção aqui na Alemanha: a escassez de funcionários!

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Vá preparado para procurar você mesmo por muiiiito tempo o que estiver procurando… Raramente você vai encontrar um funcionário “dando sopa” pelos corredores das lojas:)

Informação para as mulheres: Muitas dessas lojas oferecem cursos de bricolagem para mulheres – geralmente à noite, com direito a champanhe e muitas risadas:) Alguém se anima???


E você, já foi a um Baumarkt na Alemanha? Conte-me o que mais chamou a sua atenção!

Abraços,
Rode


Im heutigen Post geht es um eine große Vorliebe der Deutschen: das Heimwerken. Es geht um das Prinzip Do it yourself, ein amerikanisches Phänomen, das sich nach dem 2. Weltkrieg sich in Deutschland schnell durchgesetzt hat.

Und wo geht Man(n) hin, wenn Man(n) selbst Hand anlegen möchte? Jawohl: in den Baumarkt! Das ist der Ort, der Männerherzen höher schlagen lässt – da wo man alles findet, was man braucht, um die eigenen Vier-Wände schöner zu gestalten: Werkzeug, Farbe, Tapete, Holz…

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Der erste Baumarkt des Landes war das Bauhaus und wurde 1960 in Mannheim eröffnet. Hornbach hat 1968 dann als erste Kette auch ein Gartencenter mit dabei gehabt… Doch woher kommt eigentlich die große Vorliebe der Deutschen fürs Selbermachen??? Das wird wohl mit dem Gefühl der Zufriedenheit zusammenhängen; zu wissen: „das habe ich selbst hinbekommen“… Eine schöne Sache also. Böse Zungen sagen aber, die Deutschen seien zu geizig, und machen daher die Arbeit selber… Ob da was dran ist?

Fakt ist, dass Baumärkte aus Deutschland nicht wegzudenken sind. Nirgendwo auf der Welt gibt es so eine große Auswahl an Ketten – die beiden bereits erwähnten Bauhaus und Hornbach, Obi, Toom, Globus…

Mein Mann ist – natürlich – auch ein großer Baumarkt-Fan, und ja, ich musste schon oft mit hin. Und jedes Mal will ich einfach nur schnell wieder raus:) – diese viel zu langen Flure, die viel zu große Auswahl, die einen einfach nur erschlägt… Und natürlich das fehlende Personal – nie findet man jemanden, wenn man Hilfe braucht!

Wenn ihr euch wundert, warum ich als Frau über dieses Thema schreibe: Mich haben viele Blogleser auf dieses deutsche Baumarkt-Phänomen aufmerksam gemacht und da musste ich – endlich (!!!) – darauf reagieren:)

Und wie sieht’s bei euch aus? Seid ihr Baumarkt-Liebhaber oder könnt ihr auf den Besuch bei einer dieser großen Ketten verzichten?

Bis zum nächsten Mal,
Eure Rode
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Veröffentlicht von Rode

Brasileira, residente na Alemanha, docente universitária, blogueira nas horas vagas e apaixonada por idiomas | Brasilianerin in Deutschland, Uni-Dozentin, Bloggerin und mit einer großen Leidenschaft für Sprachen

10 Kommentare

  1. Como voce mesma disse ser casada com um alemao implica em visitar frequentemente um Baumarkt. :-)
    Onde moro tem todos os que citou e ja fui a cada um.
    Gosto de ir de vez em quando.
    Nao vou generalizar, mas acho que essa historia de „faca voce mesmo“ pode ser por gosto, mas tem um pouco a ver com ser „pao-duro“ sim. :-)
    Quanto aos cursos para mulheres eu acho isso super legal, pena que com filho pequeno eu ainda nao tenha tido oportunidade de fazer nenhum.
    Para ilustrar essa falta de funcionarios que voce mencionou meu marido disse que ja teve uma propaganda em que um homem andava entre os corredores de um Baumarkt procurando algo e gritava para que alguem ouvisse: Hallooooooooo!!!!! :-)

    • Que legal, Nilcilene! Não conheço essa propaganda… Vou procurar na internet pra ver:)
      Obrigada pela dica e abraços!
      Rode

  2. Estive pela primeira vez na Alemanha no verão de 2015 e me impressionei com a quantidade dessas lojas, mesmo em uma cidade de médio porte. Se o brasileiro diverte-se indo ao shopping, a diversāo do alemāo é entrar em um Baumarkt. Inclusive, na cidade em que estive (Gießen) havia um enorme Baumarkt (Obi) e praticamente na frente dele um outro Baumarkt concorrente (Bauhaus) igualmente enorme. O problema nesse caso é que o alemão que eu acompanhava sempre tinha que ir nas duas lojas para comparar os preços e comprar no lugar mais barato. Mas pelo menos ambas as lojas possuíam restaurantes e depois de tanta andança sempre parávamos para comer alguma coisa!

    • Olá, Israel!
      Essa de comparar os preços é bem complicada, mesmo… rsrsrs. Mas que bom que sempre rolava uma pausa:)
      Abs.!
      Rode

  3. Adoro seu blog! Um pequeno detalhe: tal prática não faz parte da „natureza“ dos alemães, como escrito, mas da cultura! Sei que foi isso que você quis dizer, até porque a explicação cultural está bem exposta. Mas me chamou a atenção porque dizer propositalmente que questões culturais são naturais é a raiz de estereótipos e preconceitos (não foi seu caso, obviamente). Aguardando novas postagens!!

    • Olá, CDBL!
      Obrigada pela dica! Você me entendeu bem e já substituí a palavra „natureza“ por „cultura“:)
      Continue acompanhando o blog porque com certeza vêm novas postagens por aí!
      Abs.,
      Rode

  4. É bem assim mesmo. Botar a mao na massa é legal. Nós já fizemos reforma no nosso apartamento e no da minha sogra. Dá-lhe Baumarkt. Aprendi bastante coisas. Depois até pintei sozinha o apartamento de um amigo que foi morar noutra cidade e nao pode fazer a reforma ele mesmo. No Brasil, meu pai era bancário e nao fazia nada na casa. Quando estragava algo, era comum dizer: „tem que chamar um homem“. Nao é engracado?
    Na época da reforma ficava olhando tudo no Baumarkt, tem também coisas para decoracao como cortinas, almofadas, tapetes. Nao sao as coisas mais lindas, mas se voce tá precisando de um cesto de roupa ou um espelho, é só dar de mao. Agora quando vou fico olhando as coisas de jardinagem ou para pets.
    Obrigada pela boa pesquisa e observacao.

  5. Como é a vida né? No meu caso, sou eu, a brasileira, que adora ir no Bauhaus!!! Meu companheiro marca um horário e vai me buscar, simplesmente porque ele odeia a enormidade e a variedade do Bauhaus, mesmo sendo alemão! E sim… Quem põe a mão na massa aqui, sou eu.

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